quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os direitos humanos e o valor humano

        A julgar pelos últimos acontecimentos mundiais, a Organização das Nações Unidas (ONU) em suas sucessivas reuniões, não teve o poder de frear os ataques israelenses.
        A humanidade assiste estarrecida a guerra entre os povos palestinos e israelenses. Justificam-se nas religiões e na posse do território de Gaza, entretanto de maneira alguma ceifar vidas valerá qualquer vitória.
        Leis internacionais não surtem efeito quanto à proteção dos direitos humanos, sequer com relação ao direito à vida e integridade física de civis, os quais deveriam ser tutelados pelos Estados em confronto.
        Questões econômicas e estratégias geopolíticas são colocadas sobre o valor da vida humana, assim como foram em todas as guerras no transcurso da História.
        Judeus reclamam após 60 anos as vítimas do holocausto, entretanto, sacrificam os palestinos, os quais não estão lutando em condições de igualdade.
        Terrorismo não é islamismo e o Hamás, considerado grupo extremista, não representa todos os palestinos. A ONU reconheceu o status de observador à Palestina e para o bem de toda sociedade civil, essa decisão deve ser respeitada.
        A repetição de mantras de desigualdade, de justiça por meio de guerras, de submissão e a falta de tolerância constroem uma a sociedade amedrontada pelo binômio “guerra e paz”.
        A luta pelo poder leva os governos desses povos à arrogância de pretender possuir a verdade mais que ela mesma. A multiculturalidade na qual a sociedade internacional está sedimentada não pode ser o gatilho a ceifar os direitos fundamentais dos cidadãos.
        Nesta data uma escola mantida pela ONU na Palestina foi atingida e em tese, Israel foi o detentor do ataque. A questão é: Ao que parece todos os ocupantes dessa escola não estavam guerreando e sim acampados e dormindo no local mantido por uma organização que visa a paz e a autodeterminação dos povos como um dos objetivos principais. Por que foram atacados?
        Nenhum de nós está a salvo das ações dos detentores do poder no planeta. Isso está claramente perceptível. O Brasil recebeu o rótulo de “anão diplomático” pelo diplomata israelense. O que significamos para eles? O que a sociedade internacional vale?
        Não há apelo governamental a ser feito a esse respeito. Há leis internacionais que devem ser cumpridas. Os cidadãos aguardam seus governos pronunciarem-se a favor da humanidade, seja na área política e ou econômica, decisões urgem a serem tomadas.
        Essa devastação humana não cessará com a submissão dos palestinos, outros povos serão dizimados pela conveniência e oportunidade dos governos que tomarem esse rumo como meta de ocupação geopolítica.

       
       
       


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